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RETOMA DO IMOBILIÁRIO

10 outubro, 2017

A dinâmica do mercado imobiliário português é boa e recomenda-se, mas os números podiam ser ainda melhores. Certo é que em dois anos (2015 e 2016) a venda de casas disparou cerca de 50%. Só em 2016 registou-se um aumento entre 20% e 25% nas transações de alojamentos familiares e entre 16% e 20% em todas as transações imobiliárias (urbanos, rústicos e mistos). Para 2017, as estimativas apontam para uma subida de 30%.

Em causa estão estimativas reveladas pelo Gabinete de Estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).
Para Luís Lima, presidente da entidade, os números, apesar de positivos, ficam aquém da expetativa: “A minha estimativa de crescimento para o ano de 2016 rondava os 30%-35% o que não aconteceu, devido a algumas situações que provocaram retração e desconfiança junto dos investidores. Refiro-me ao anúncio da criação de um novo imposto sobre o património, o Adicional ao IMI, e ao problema de credibilidade que se está a criar devido aos atrasos na concessão de vistos de residência [vistos gold], que está a espantar nomeadamente os investidores chineses, que desconfiam da transparência e segurança deste mecanismo”.
Segundo o responsável, 2017 reúne todas as condições para ser melhor que 2016. Luís Lima estima, por isso, que o mercado imobiliário nacional possa crescer na ordem dos 30%.

“A retoma do setor imobiliário está mais que estabelecida e é um mercado com enorme potencial de valorização e de descentralização do investimento nacional e estrangeiro para outras regiões do país, continuando a haver uma aposta na reabilitação urbana para recolocação destes imóveis no mercado, através do arrendamento urbano ou do alojamento local. No entanto, é necessário que este mercado possa funcionar normalmente, sem sobressaltos que possam ser introduzidos por eventuais medidas que afetem a credibilidade que o mercado imobiliário deve ter”, disse em comunicado o líder da APEMIP.

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